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artigosAssembleia deve aprovar projeto do Simples gaúcho

Descontos no pagamento de ICMS serão adotados em duas etapas

Depois de meses de negociações com entidades empresariais, o governo do Estado encaminhou ontem à Assembleia projeto que prevê a retomada gradual do Simples gaúcho até abril de 2010.

A iniciativa atende parcialmente ao apelo de pequenos e microempresários, que queriam o retorno imediato de isenções e descontos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) extintos em julho do ano passado.

Tramitando em regime de urgência, o texto deve ser votado no prazo de 30 dias pelo legislativo. Resultado de conversações que tiveram a participação de deputados da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, o projeto não deve encontrar dificuldades para ser aprovado, já que conta com o apoio de pelo menos 45 parlamentares.

Se aprovada, a proposta vai instituir a partir de 1º de outubro a isenção do imposto das cerca de 190 mil pessoas jurídicas do Rio Grande do Sul com faturamento anual até R$ 240 mil.

Para as empresas com receita anual entre R$ 240 mil e R$ 2,4 milhões, serão realizadas duas etapas de reduções do imposto estadual em abril de 2009 e abril de 2010. O objetivo, segundo o secretário da Fazenda, Aod Cunha, é fazer com que as pequenos empreendimentos tenham a mesma carga tributária total (somando impostos estaduais, federais e municipais) que tinham antes do fim do simples regional.

Quando todos os descontos estiverem em vigor, a renúncia fiscal deve chegar a R$ 210 milhões, com 220 mil empresas favorecidas. A inclusão de pessoas jurídicas com faturamento até R$ 2,4 milhões é um recuo do Executivo, que até há poucas semanas admitia estender o benefício apenas às empresas com receita máxima de R$ 240 mil. A resistência do governo se devia ao temor de comprometer a receita do Estado.

Os presidentes da Federação das Associações Comerciais e de Serviços (Federasul), José Paulo Cairoli, e do conselho deliberativo do Sebrae/RS, Carlos Sperotto, destacaram que o desejo das entidades era recobrar as vantagens imediatamente, mas admitiram que o texto concilia a intenção das empresas de contar com o benefício máximo e do governo de preservar o caixa.

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL/RS), Vitor Koch, disse que o projeto do governo frustrou a expectativa do setor:

– A proposta ajuda, sem dúvida, mas não resolve o nosso problema, agravado desde o ano passado quando a opção foi pelo Simples Nacional.

As reduções do ICMS serão aplicadas automaticamente para as empresas cadastradas no Simples Nacional. O desconto é aplicado sobre a parte da alíquota que corresponde ao imposto estadual.

Fonte www.zerohora.com



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